segunda-feira, dezembro 31, 2007

2007

Foi um ano fantástico.
Planeamos um filho, saboreamos a ideia e conseguimos concretizá-la. Aproveitamos ao máximo todos os momentos com a Inês. Claro que há sempre um mas, um poderia ser diferente, mas o balanço é extremamente positivo.
Salvo algumas contrariedades a nível profissional, consegui dar sempre a volta por cima e sei que tenho um marido fantástico ao meu lado, que me apoiou sempre.
Termino o ano Feliz, que é um dos desejos que peço sempre.
Sei que o próximo será igual ou ainda melhor.
A todos os que nos visitam e a quem ainda não tive oportunidade de desejar, UM ÓPTIMO ANO DE 2008.

Do Natal

Muito bom, com toda a família num ambiente quente e muito agradável.
Gosto de ver a minha casa assim cheia, a mesa farta, conversas e risos.
A piolha estava imparável. A noite era dela.
A minha irmã vestiu-se de Pai Natal mas ela não achou muita piada ao aparecimento dele. Correu para o colo do pai e só desceu quando ele saiu.
A abertura dos presentes é um momento que me emociona sempre. Gosto de ver a cara das pessoas, principalmente a dela, o delírio, as piadas. Ela gostou de todos os presentes e agora quase não lhes liga.
Peço sempre para não comprarem brinquedos e tralhas e ainda bem que me ouvem.
Fomos para a cama muito tarde mas com a alma cheia. Ela estava feliz.

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Hoje

disse bom dia com mokambo.
É um dos meus momentos do dia. O acordar.
Sair da cama mal o despertador toca, tomar um banho demorado com água quentinha e preparar o meu pequeno almoço.
Sentar-me a saborear o pão e o leite e quase a terminar ir para a varanda.
Como hoje.
Apenas os barulhos dos animais, o ar fresco da manhã a bater-me na cara e o leite quente a aquecer-me por dentro.
O meu marido ri-se deste meu momento. Eu chamo-lhe momento ZEN.
Ali sozinha a acordar, rodeada de verde e ar puro.
Sinto-me uma priviligiada. Vivo numa pequena aldeia onde ainda predomina o verde e as árvores e os montes.
Onde a poucos minutos estamos em todo o lado mas que não temos que ouvir os barulhos e ter que gramar com o ar pesado e poluído.

quinta-feira, dezembro 20, 2007

Afinal

há pequenas grandes coisas que nos fazem esquecer este post.
Ontem foi a consulta das 21 semanas com eco. O catraio estava de rabo virado para nós o que deu para ver nitidamente o sexo, umas bolinhas pequenas. Giro o gajo e atrevido.
Entretanto mexeu-se, virou-se, bocejou. Um espanto. Haja animação e movimento.
Peso óptimo, tanto dele como meu. Posso abusar um bocadinho no Natal, sempre sem exageros. Claro, como se desse para não exagerar.
E saimos de lá com um sorriso de orelha a orelha, com aquela cara meia parvinha de felicidade estampada no rosto.
E chegar a casa e ver a nossa filha, poder abraçá-la e dar-lhe muito beijos. Um final de dia perfeito.

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Ontem

foi o jantar de Natal do Jorge. Eu aceitei o convite da minha mãe e fiquei por lá a jantar.
Por volta das 21H saímos, parei para meter gasolina, mais à frente para levantar dinheiro e seguimos para casa.
Chegamos eram 21h20 mais coisa menos coisa.
Arrumar a tralha, fechar os estores, ligar o aquecimento. Siga para a casa de banho. Fazer chichi, lavar o rabito e toca a vestir o pijama. Ela e eu.
Estava eu a tratar de mim, ela sentada no bidé a brincar e falha a luz. Uau!
Tinha deixado o telemóvel no quarto que seria a minha única fonte de luz. Com ela atrelada na minha cintura, a nossa "lanterna" à frente e toca a descer à garagem para ver o quadro. Botões todos em cima, tudo operacional. Complicou.
Toca a subir novamente. Acesas uma velas em vários locais, tento ligar ao marido. Pois... chamar até chamava, o pior foi alguém atender. Umas pragas rogadas e toca a descer novamente, agora com velas, não fosse ter escapado algum botão. Nada. Tudo em cima.
A catraia estava feliz da vida. Valeu-me ter dado um episódio no Sábado em que também tinha falhado a luz na casa do Ruca. Não quis o leitinho (e ainda bem porque ia ter que inventar uma forma de o aquecer) e pediu para irmos para a cama. Gostou de ver os efeitos da vela no quarto e adormeceu.
Acordei com ele a chamar-me. Pouco tempo depois a luz voltou.
Era ele que faltava ali...

terça-feira, dezembro 18, 2007

Desabafos

Um dia destes comentava com o Jorge a forma como estamos a viver esta gravidez.
Sinto que não lhe estou a dar a atenção que devia. Também não dá para comparar com a da Inês em que a atenção era toda para a barriga. Agora ela está cá fora e é necessário andar sempre em cima dela, ainda por cima começa a fase dos porquês e do querer fazer tudo sozinha.
Não queria que assim fosse até porque foi uma gravidez muito desejada e planeada.
Por vezes dou por mim a acariciá-la mas o simples facto de ele ainda não ter nome dá-me cabo da cabeça. Eu que fui / sou sempre tão linear, tão direita, saber que tenho ali o meu filho e cuja identidade ainda anda a esvoaçar.
Sei que também passei e ainda continuo a passar por uma fase menos boa. O trabalho está a correr bem, mas sem grandes melhorias.
E agora, por motivos pessoais, tenho que desdobrar-me em duas quando deveria ser apenas metade. O maridão ajuda-me imenso e ele sabe do que estou a falar. Por vezes surgem coisas das quais não estávamos à espera, que se prolongam por tempo infinito e que afinal até se tornam desagradáveis, indo contra o nosso pensamento inicial. Mas a vida é mesmo assim e é com estas pequenas coisas que fortalecemos a nossa relação e que saímos ainda mais unidos, mais marido e mulher e acima de tudo amigos.
E com este turbilhão todo quem sofre é o pequenino. Porque ele está lá e temos que ir preparando a chegada dele, ter uma música nossa, falarmos mais.

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Afinal

quem me manda a mim falar antes do tempo e ainda por cima para gabar os feitos da minha princesa muito linda, mas muito dorminhoca?
Esta noite nova dose de esquecimento, com 1 hora, pelo menos, para mudanças e frios e choros pelo meio.
Vou ficar aqui caladinha e só volto a este tema daqui a... vejamos, 1 anito talvez.
Sobre a nossa despedida de ontem, disse-me a minha mãe ao almoço que ela quando deixou de ver o meu carro começou a chorar e a chamar por mim. Pois...
E os catraios são tão mas tão inteligentes que ela agora está sempre a dizer-me: vais trabalhar? Eu vou chorar...

terça-feira, dezembro 11, 2007

Esta noite

tivemos pela segunda vez uma noite molhada.
Da primeira achei que tinha sido culpa minha porque não a levei ao pote antes de dormir, desta vez acho que foi culpa do quentinho que se fazia sentir na cama dela. Sim, eu estava lá.
Ela chamou-me e perguntei-lhe se queria fazer chichi. Não queria. Pelo menos naquele momento.
Tenho o hábito de dormir agarrada a quem estiver a meu lado. Ela não é excepção. Tinha a mão debaixo dela e senti um quentinho húmido... No fim um sorriso de quem estava consolada. E quentinha. E molhada.
Menos mal que desta vez não chorou. Tentei ser o mais rápida possível e ela ajudou-me. Tirada a roupa da cama levei-a para a nossa. O pai acordou ao ouvir os nossos passos e da boquita dela um gosto de ti papá.
Claro que o acordar foi demorado. O frio lá fora era muito e a vontade de ficar também.
Já na minha mãe saltou para a cama onte ainda estava o avô. Na hora do até logo, quis acompanhar-me ao carro. Nem sempre o quer mas eu gosto.
Hoje ficou a ver-me sair. A dizer xau, a olhar-me triste. E eu fiquei a ver aquela pequena menina, tão minha, tão linda.
E é nestes momentos e nestes pequenos gestos que pondero tudo e que me dá uma vontade de ficar ali com ela.
Mas não posso e sei disso.

quinta-feira, dezembro 06, 2007

News

Regressei esta semana ao trabalho. Fui bem recebida, tudo calmo, algumas saudades.
Sei que não me posso iludir e pensar que vai continuar assim. Tenho que manter um pé atrás e nunca retroceder. A minha atitude fez tremer um bocadinho algumas pessoas até porque só se sente verdadeiramente a falta de alguém quando ela nos falta e sobretudo quando não se arranja quem a substitua.
Sabia que me ia custar imenso regressar. Afinal foram muitos dias, 24 horas dedicados à minha filhota. Para ambas as partes muito mimo. Mas já a vinha preparando devagarinho, com cuidado e a reacção não podia ser melhor. Mas aqueles beijos e abraços que trocávamos deixam muitas saudades e agora resta-nos um abraço forte e um amo-te ou gosto muito de ti.

quarta-feira, novembro 28, 2007

Para mais tarde recordar

Porque apesar de ser uma fala barato e de ter começado a falar cedo e bem, há sempre aquelas palavras deliciosas que adoramos ouvir mas que com o tempo vamos esquecer.
Teitinho - leitinho
Milola - camisola
Pachéu - chapéu
Picadinho - bocadinho
Chcotoate - chocolate
- sofã
Manana - banana
Baguiga (baguiguinha) - barriga
Neste momento são estas as mais utilizadas e as que me vêm à cabeça. Para ir actualizando. (Nota-se que aqui em casa se utilizam bastante os diminutivos...)

Desfralde (nocturno)

Em conversa com uma prima já experiente nestas andanças (3 filhas), falamos sobre tirar a fralda durante a noite.

Não tinha ainda pensado nisso porque adoro dormir e ter que acordar a meio da noite para a colocar no pote não era propriamente aliciante. E até porque acho que ela ainda é pequenina. Mas pensando bem, vem aí outro a caminho e com certeza as noites não vão ser só para dormir.

Então fizemos isso. Na sexta feira deitou-se sem fralda com montes de avisos de que tinha que chamar se quisesse fazer xixi.
Como menina bem educada que é, chamou pela mãe. Quando cheguei ao quarto dela estava sentada na cama e disse-me que queria fazer. Fez e adormeceu novamente. No dia seguinte teve uma recompensa por se ter portado tão bem.

Os dias que se seguiram correram igualmente bem.
Faz o xixi, deita-se sem a fralda e se tiver vontade chama.


sábado, novembro 24, 2007

Na

Quinta feira tive consulta das 18 semanas. Fui eu e ela.
Um bocadinho de conversa participada também pelo pimpolho. Muito treteira esta minha catraia. E linda. E simpática.
Tensões óptimas, resultado das análises também bons, análise morfológica negativa.
Dois kilinhos a mais é que não foi nada bom, mas o estar sem fazer nada também serve para isso.

Toca a despir e a deitar. Catraia sentada ao meu lado e outro embutido... Mexe daqui e mexe dali e afinal Inês queres um mano ou uma mana?
- Um mano.
Então é isso mesmo que vais ter. Sem margens para dúvidas, vamos ter um rapaz.

Engraçado como há certas notícias que nos fazem sorrir. Não tínhamos (ainda não temos) nome para ele. Pensamos sempre noutra menina. Não tem explicação.

Mas estamos muito felizes.
Como diz o Jorge, assim ficamos empatados. Vamos ter que ir ao desempate.

terça-feira, novembro 20, 2007

Há alturas

na vida que se impõe uma paragem.
No meu caso foi mais um afirmar-me, impor-me perante pessoas que talvez não me mereçam.

Considero-me uma boa rapariga, amiga dos meus amigos, que gosta de ajudar mais do que ser ajudada.
Por vezes esquecia-me da minha família e de mim em detrimento de outros. Infelizmente nem toda a gente é como eu, e na hora da verdade tudo o que fiz era passado e nem lembrava para passar a ser a má da fita. Ainda por cima com problemas que nada têm a ver comigo.

Mas quando mexem muito eu páro. A minha paciência e calma também têm limites. E bati o pé e pela primeira vez em muitos anos consegui impôr-me e afirmar-me. E fiz com que as pessoas me respeitassem.

Agora estou mais por casa, a gozar a minha gravidez e a minha pequena. Será por tempo limitado mas enquanto estou faço por aproveitá-lo o melhor possível.

A catraia grande está vada vez mais esperta, com saídas e frases jamais imaginadas. Adora o bébé que vem aí e está sempre a dar-lhe beijinhos e a perguntar quando é que ele vem cá para fora...
Esse deve estar bem. Para já ainda não se faz sentir. Apenas uns borboletares muito subtis. Esta semana espero já conseguir saber o que me espera.

E cá estou de volta, devagar, devagarinho.
Infelizmente é com estas passagens que ficamos a saber quem realmente gosta e se importa com o nosso bem estar. Até no mundo virtual isso se faz sentir. Para quem perguntou, nós estamos bem e agradecemos.

sexta-feira, outubro 19, 2007

Da gravidez

Tem sido um bocadinho mais dura do que a primeira. Enjoos q.b. e alguma pequenas quebras de tensão. Noites mais atribuladas porque agora tenho alguém que vai acordando e me chama.
A barriga está muito maior do que antes. Isso faz-me um bocado confusão e penso que não vou poder usar a minha actual roupa até aos cinco meses, mas, por enquanto, as calças ainda vão apertando.
Ainda não temos certezas em relação ao sexo. O médico deixou escapar um "pilinha" mas ainda muito precoce. Já disse ao Jorge que quando ele diz geralmenre é o que é...
Mas queremos muito saber, mais não seja pela escolha do nome, dar-lhe uma identidade, menino ou menina. Deixará de ser o bebé, para ser uma pessoa. É assim que sentimos.
Mas o que quer que seja não importa.
Não há filhos iguais.

terça-feira, outubro 09, 2007

Frases do momento

Eu só gostava de conseguir explicar o tom, a forma como são ditas. Normalmente são utilizadas nas horas certas.

- É bem feita.
- Acabei primeiro.
- Enganei-te.
- Cara de espagueti (esta... sem comentários).
- Orelhas de burro (para o padrinho).

quarta-feira, outubro 03, 2007

Porque

por vezes uma imagem vale mais que mil palavras, nós estamos assim...

sexta-feira, setembro 21, 2007

Gravidómetro

E como boa grávida que sou e para saber sempre a quantas ando, não podia deixar de fazer o meu gravidómetro.
Hoje é dia: 21-09-2007
Meses : 1 mês e 4 semanas.
Semanas: 8 semana(s) e 2 dia(s).
-----------------------------------------------------
Aniversários da barriguinha:
1 mês :23-08-2007 - 4 semanas e 2 dias.
2 meses :23-09-2007 - 8 semanas e 4 dias.
3 meses :23-10-2007 - 13 semanas
4 meses :23-11-2007 - 17 semanas e 2 dias.
5 meses :23-12-2007 - 21 semanas e 5 dias.
6 meses :22-01-2008 - 26 semanas
7 meses :22-02-2008 - 30 semanas e 2 dias.
8 meses :23-03-2008 - 34 semanas e 5 dias.
9 meses :23-04-2008 - 39 semanas
Data Provável do Nascimento: 29-04-2008
(Para quem não sabe/lembra 29-04 é o dia de aniversário da Inês. Caramba, temos queda para as datas). A data provável dada pelo médico é ligeiramente diferente 01-05.

Como tudo começa

Ao entrar no meu blogue, estranhei aquela 2ª. barrinha... Tão estranho, tão real, tão bom.
Foi em Abril que começamos a pensar realmente no assunto. Após consulta no médico e todos os exames de rotina, foi-nos dada luz verde. Claro que se corresse como esperávamos, o bébé ia nascer quando a Inês tivesse 3 anos, bonita diferença de idades.
Nos meses que se seguiram nada de atrasos. Sempre fui muito certinha.
Tive o meu último período no dia 24 de Julho. Esperava-o novamente no dia 20 de Agosto. Felizmente não apareceu.
Fomos de férias no dia 22, desconfiada. Se não aparecesse entretanto, estava grávida, tinha a certeza disso.
Durante as férias, falávamos "dele" e ia tendo alguns cuidados. Os cigarritos que só aparecem diariamente durante as férias foram para o fundo da mala, esquecidos.
No dia 28 regressamos e liguei para marcar consulta no meu obstreta. Só me podia atender no dia 3 de Setembro.
Não estava ansiosa, mas não abusem. Era muito tempo de espera. O Jorge foi à farmácia e trouxe um teste.
Estávamos os 3 na casa de banho. A urina passou pelas janelas e lá estavam elas, as riscas, nítidas. Um positivo sem dúvida.
No dia 3 lá fomos à consulta, onde o médico confirmou a gravidez, mas vimos apenas o "saco". O "girino" devia estar escondido. Pediu para lá voltar dia 17. Lá voltamos e vimos o coraçãozinho a bater. Lindo, tão nosso...
Sintomas da gravidez apenas uns enjoos. Muita fome e muito sono. Dela não tive nada disto.
A Inês reagiu lindamente à notícia e anda eufórica sempre a dar-me beijinhos na barriga (no umbigo) e a perguntar pelo bébé.

terça-feira, setembro 18, 2007

Riscas

Ontem tivemos uma sessão de vômitos e banhos e atrasos. Um acordar bem disposto mas escondido. Tadinha da minha menina que já nem se quer sentar na sanita pois deve pensar que sentando-se ali volta a vomitar.
Claro que tece dose extra de mimo e não me queria deixar ir trabalhar. Mesmo com a promessa de uns desenhos para colorir. Agarrava-se ao meu pescoço a chorar a pedir para a mamã não ir trabalhar, para ficar ali com a Inês.
Claro que quem teve hoje direito a miminho e a muitos beijinhos fui eu. E sabe tão bem acordar assim, ali ao lado dela, com aqueles bracinhos pequeninos a agarrar o meu pescoço e a dizer que gosta de mim.
E é por este motivo e por mais uns 500, que não vou mencionar, que decidimos aumentar a família, para que eu possa dizer que é óptimo ter 4 bracinhos a agarrar-me.
Estou com 8 semanas, tudo a correr como se espera. Até agora nada a apontar.


quinta-feira, setembro 06, 2007

Hoje

já começou a sério.
Despertador 30 minutos mais cedo, tomar banho. Ainda na casa de banho, chega o pai com ela ao colo. Acordou!
Toca a preparar o leitinho, fazer chichi, enquanto eu me visto, preparo o meu pequeno almoço.
Vamos as duas para a cozinha enquanto o pai toma banho. E com isto já são 08H30.
Às 08h40 saímos as duas com destino a avó Lola.

- Onde vamos, mãe?
- Vamos para a avó amor.
- E tu mamã?
- A mamã vai trabalhar.
- Eu não queió...

Deixei-a a ver os bonecos.
Hoje só sinto um aperto pequenino.

Dia 1, 2 e 3 (Ela)

Nestes primeiros dias ficou com o pai.
Vida boa, dormir descansados sem horários, a filha acordar o pai. Quase ainda de férias.
Perguntar pela mãe que já foi trabalhar.
Beber o leitinho sentada no sofá a ver bonecos e ir brincar.
Ao almoço matar as saudades da mãe, saltar para o meu colo e dar muitos beijinhos.
Quando estou quase a sair pergunta onde vou. Fica com a carita triste mas anima logo a seguir porque o pai fala na piscina.
Dorme uma soneca e vai para a "praia".
Fico contente porque ela fica bem.

terça-feira, setembro 04, 2007

Dia 1 (EU)

Apesar de tudo correu bem. Custou mais pelo tempo que estive sem ela. As saudades morrem à hora do almoço mas regressam durante a tarde. Falta ali qualquer coisa, alguém. Foram muitos dias, muitas horas, muito mimo extra.
Mas de regresso também deu para rever os colegas e matar saudades. Pôr a conversa em dia.
O dia foi positivo.
E depois há notícias que fazem esquecer tudo. Coisas boas.

segunda-feira, setembro 03, 2007

Desfralde (finalmente...)

Já tínhamos decidido fazê-lo durante as férias. Porque havia mais tempo livre e mais paciência.
Começamos o ritual logo após o casamento da minha irmã.
Tive a feliz ideia de fazer um "Mapa dos chichis no pote". A coisa consiste em ir colando sol ou chuva nos respectivos dias. Quando fazia no pote colávamos um sol, se fizesse na cueca uma chuva.
Ela achou piada à coisa e ficava triste quando colava chuva. Então fez um esforço e passou a colar apenas sol.
Mesmo em viagens longas pede para fazer.
Os meus parabéns filhota linda.

sexta-feira, agosto 31, 2007

Férias - parte 1

Já quase nem lembra quando começaram...
Trabalhei até ao dia 10 de Agosto e no dia seguinte casou a minha irmã. O dia estava lindo e os noivos mais ainda. Ela estava muito bem disposta, calma e confiante. Era um dia muito importante para ela e para nós. Correu tudo muito bem. A quinta escolhida era muito grande, com espaços verdes para as crianças correrem, com muita sombra e muita comida. O espaço interior era também muito grande com muito espaço para o bailarico. Eu no final da festa era vista como a irmã da noiva que não parava de dançar. Eu estava feliz. E desejo-vos toda a sorte e felicidade do mundo.
Nesses primeiros dias as nossas férias ainda estavam em stand by. O Jorge estava à chamada e ainda não sabia quando ficava livre. Restava-nos aguardar. Já as planeávamos e tínhamos 3 destinos: a Costa Alentejana, que conhecemos bem e que já não visitámos há 3 anos; Aveiro, que sendo aqui perto era fácil dar cá um pulinho caso necessário; ou Baiona no Norte de Espanha que não conhecemos, mas que nos foi sugerido.
A novidade destas férias é que tínhamos decidido fazer campismo. Uma verdadeira aventura com uma piolha de 2 anos. A nossa ideia era experimentar. Caso ela não gostasse, era só desmontar a tenda e procurar um quarto.
Mas desde quando é que ela não ia gostar? Adorou. Na primeira noite, novidade dormir numa tenda, estar ao ar livre a ver as estrelas, a beber o leitinho... não queria dormir. Queria saltar, ir para fora, ler uma história, mais leitinho... não sei bem mas penso que ainda estivemos nisto umas 2 horitas. Dei-lhe um ralhete e ela pediu para ir embora. Mas a coisa passou e adormeceu. Nos dias seguintes já adormecia mais rapidamente, não sem antes fazer umas palhaçadas.
Aquela zona onde estivemos, apesar de a água ser fria, tem praias muito boas, limpas, com mar calmo. Havia muita possibilidade de escolha. Uma praia mesmo em frente ao parque de campismo e mais umas quantas logo a seguir. Não me lembro de andar tanto a pé, que para mim, também foi muito bom. Com o carro estacionado, descansados da vida, corremos aquilo tudo. Escolhemos uma praia junto à marina, muito calma, com águas limpinhas e frias.

quarta-feira, agosto 29, 2007

Voltamos

e para já fica apenas isto:
Nunca me senti tão feliz!

segunda-feira, agosto 20, 2007

...

Há dias que detesto a minha pessoa.
As minhas atitudes, as minhas reaçcões, tudo o que eu digo.
Dias em que me sinto a pior mãe. Por vezes incompreendida, por vezes apenas a necessitar de um abraço.
Há dias assim. Felizmente acontecem poucas vezes.

sexta-feira, agosto 10, 2007

Hoje

o dia está a passar muito devagar. Talvez por ser o último e porque a ansiedade está no ponto máximo.
E também porque amanhã é um dia muito importante para nós. Talvez mais para mim. A minha irmã, única que eu tenho, vai-se casar. Amanhã é o dia Grande dela.
E eu sinto um apertozinho cá dentro. Um misto de felicidade e receio. Mas porquê? Não a vou perder. Mas é estranho. Só me lembro de que vou passar a entrar na casa dos meus pais e de que vai faltar alguém ali, não a vou ter a chamar por mim logo de manhã, para me ver, para me pedir algo, para me dizer bom dia. É certo que ela vai ficar pertinho, mas pertinho não é ali, naquele sítio onde sempre esteve. E não é como nas férias que ela não estava mas que voltava.
Estou feliz, claro que estou. E adoro o marido dela. É um óptimo cunhado, o padrinho da Inês, um bom amigo. Mas aqui o problema não é ele. É mesmo ela. Talvez eu.
Sempre tive muito medo de perder as pessoas que me são queridas e isto acaba por ser perder um bocadinho. Ela vai ter que se dividir, uma parte para cá e outra para lá.
Mas será sempre nossa e isso sim é o que realmente importa.
Que sejas muito feliz, minha querida irmã. Eu estarei sempre ao teu lado.

quinta-feira, agosto 09, 2007

Ainda

estamos por cá, mas com tanto, tanto trabalho, que pouco tempo me resta para vir actualizar e visitar os blogues.
A semana que antecede as férias é sempre tão complicada que já me ando a arrastar. Felizmente amanhã é o meu último dia.
Por isso, estou (qause) de férias e prometo que vou:
- dormir o tempo que me apetecer ou o que a minha filha deixar.
- ler, ler e ler. Comprei um livro e ainda não lhe toquei.
- para o mar, para a praia, estender-me ao sol.
- estar descansada numa esplanada.
- abraçar, beijar, ser a abraçada e beijada um sem número de vezes.
- namorar.
- aproveitar ao máximo e recarregar baterias.
- esquecer-me que daqui a 3 semanas vou voltar...

quarta-feira, agosto 01, 2007

Ainda do desfralde

Na primeira tentativa de desfralde a catraia colaborou. Pedia sempre quando surgia a vontade e entusiasmava-se quando colocada no pote ou no redutor.
Não sei por alma de que santo, nós, pais, feitos inocentes e parvinhos e porque apareceram uns dias de frio e de chuva, parámos com a tentativa e pensamos que ia correr bem da próxima.
Mas quem nos mandou pensar?
Ela também é safadinha. Quando diz que não é não mesmo e não adianta tentar comprá-la (tentamos, sim...).
Ontem uma amiga da minha mãe deu-lhe meia embalagem de cueca-fralda com umas bonequinhas, acho que a Minnie. Já não serviam à neta e seriam para o lixo. A minha mãe aproveitou.
Ao almoço vesti-lhe a cueca e disse-lhe que eram de princesa para ela pedir quando tivesse vontade para não a estragar.
Pelos vistos pediu. Disse ao meu pai que queria fazer chichi no pote. Não sujou a fralda.
Hoje o Jorge voltou a vestir-lhe uma cueca de princesa. A manhã correu bem.
No fim do almoço ela estava a brincar e olhou para mim e disse:
- Mamã, eu NÃO quero fazer chichi. NÃO quero...
Peguei nela, contrariada, e sentei-a no pote.
- Mãeeee, tou a fazeri...
(começo a achar que o mal é meu. quer dizer quando eu não estou ela pede, quando estou consola-se a fazer na fralda. não entendo)

segunda-feira, julho 30, 2007

Crescer

No Sábado teve a sua primeira festinha sem pais.
Andou a semana toda a dizer que ia à festa de anos da prima Joana e que ia sozinha. Que a mãe e o pai ficavam em casa. Estava mentalizada, nós é que nem por isso.
Até tive direito a meio sermão da vóvó Lola, que nem penses deixá-la sozinha, que é muito pequena, coitadinha não se sabe defender. Ok, mamã.
No Sábado sabia que era dia de festa e perguntou se já ia para lá. Que era só no fim de comer a sopa e comeu-a toda, sem um ai, como se mais nada houvesse. Melhor assim, venham mais festas.
De tarde, apesar do soninho do costume, ficou sem ele. A festinha começava às 15h30, não dava tempo. Para acordá-la e ficar mal disposta, arrisquei uma birra nocturna. Que até nem houve. Porque será que nós, pais, temos queda para o dramatismo? Valha-me Deus...
Às 15h30 rumamos via Joana's Party. Já lá andavam algumas crianças, todas elas mais velhas que a Inês, que ela era a mais pequenita.
Todos correram para ela e ela quase se fundia em mim. Não conseguia saber onde ela começava e eu acabava. Começou muito devagar sempre a agarrar a minha mão. Entramos, a música alta, as crianças a dançar, a correr, a brincar. Foi com uma das meninas escrever, paixão do momento. Lá ficou. Eu estive lá com ela uns minutos e depois saí. Estive uns 15 minutos mas já não quis saber de mim.
Ao final da tarde fomos buscá-la. Pelos vistos, ao ver alguns dos carros dos outros meninos perguntava sempre se já era a mamã. Quando nos viu só disse, agora é a mamã...
Esteve bem, apesar de ter perguntado por mim 3 ou 4 vezes. Teve que andar sempre atrás de ou um adulto ou uma das crianças mais velhas. Lambusou-se, comeu algumas porcarias, festa é festa.
Esteve bem.
Está a crescer a minha menina.
À noite deitou-se na cama e adormeceu.

quinta-feira, julho 26, 2007

Recordações

Lembro-me dos tempos que passávamos juntas. Apesar de ser pouco e passar a correr temos boas recordações. Partilhamos bons momentos e mais tarde alguns sentimentos e segredos.
Quando tu começaste a fumar e me mandavas comprar tabaco... quando o David ia comigo também e geralmente acabava em porrada porque ambos queríamos levar o maço.
E daquela louca vez que os nossos pais foram ao cinema e eu fiquei entregue a vós, doidos, mais velhos que eu 7 anos, e resolveram fazer xixi para uma garrafa (??) e no fim mandaram-me a mim, a catraia do grupo e mais atiradiça, lançar aquilo pela janela? Feio, muito feio... Quando aquele casal tocou à campainha os nossos corações gelaram com o medo. Nunca ninguém soube o conteúdo daquela garrafa.
Quando, anos mais tarde, nos fechávamos na casa de banho a trocar confidências e a fumar uns cigarritos.
E ontem gostei daquele abraço. Apesar de cheirar a despedida, foi um momento de partilha onde, nada dizendo nos passou tudo pela cabeça.
Mas fiquei triste porque sei que os nossos filhos nunca vão poder partilhar momentos como estes. Porque adorei vê-los brincar, porque tens uns filhos fantásticos, do mais pirata que há, e o que eu me ri com o mais pequeno.
Desejo-te tudo de bom. Que continues feliz como pude comprovar ontem. Que voltes cá no próximo ano.
Um beijo grande.
Da tua prima "cúmplice"

segunda-feira, julho 23, 2007

Maus momentos

Penso que todos os pais têm alturas más. Muito más. Daquelas que se sentem miseráveis, os piores do mundo.
Nós tivemos um desses momentos neste fim de semana. Porque a célebre frase "Os terríveis 2" está a ser vivida neste momento. Mas veio assim tempestivamente e não estávamos à espera. Também relacionamos este mau momento ao largar a chupeta, mas voltar atrás é proibido. Depois de tudo que ela passou e que nós passamos, retroceder seria muito mau. Vamos mantendo até aguentar.
Nem consigo, nem sei por onde começar. Só sei que ela estava sentada à mesa para almoçar, ou jantar, e estava toda bem disposta a pedir papa. Mas de um momento para o outro começou a chorar, a dizer que não queria mais (quando ainda nem tinha começado), a empurrar a minha mão, o prato, a virar a cara. Quando lhe conseguia meter algo na boca deitava fora. Ao início não insistimos e tentamos que ela acalmasse.
Só queria o meu colo, não me deixava fazer nada, andava a chorar atrás de mim, se eu lhe fugia do campo de visão desatava num pranto...
Acalmou sentada no meu colo. Nova tentativa para almoçar. Recomeçou.
Parou-me o relógio. Quando me empurrou o braço depois de lhe ter dito umas 4 vezes que não o fizesse, dei-lhe uma palmada na mão. Fiquei cega. Chorou ainda mais.
Levei-a para o quarto dela. Saí. Ouvia-a chorar mas não podia ir lá. Uns minutos depois apareceu, descalça, com uma cara tão linda, apenas umas lagrimitas.
Perguntou-me se eu estava triste. E pediu-me um abraço e um beijinho.

quinta-feira, julho 19, 2007

Ainda da chupeta

O "desmame" está a correr lindamente. Nada a apontar.
Nos primeiros dias ainda foi perguntando pela pupa, onde estava, mas eu quero, mas agora já não o faz. Lembra-se dela quando vê peixinhos, ou praia, ou mar. Pergunta logo onde é que ela está, mas eu digo-çhe que o peixinho está debaixo da água e ela volta a esquecer o assunto.
Mas o pior é adormecer. Ai meu Deus o que eu passo para que ela adormeça.
Exige uma história. É ela que a escolhe, mas isso já era hábito nosso. Quando a história está a acabar, não, minto, quando a história acaba, desata num pranto que só visto. É que chora mesmo com vontade. Eu agora já sei e antes que ela comece eu digo-lhe que a história já está quase a acabar mas que não faz mal que eu volto a contar no dia seguinte. Chora na mesma. Mas menos um bocadinho. Mas depois daquela pede outra, e uma música e depois quer o papá, e quer um beijinho, e quer aquele boneco, mas afinal também quer o outro... um teste à nossa paciência, só pode.
Ontem só demorou 1 hora para adormecer. Eu já me estava a passar e tive que lhe dar um berro. Depois arrependo-me mas a culpa é dela.
Eu já estava quase a dormir, mesmo. Os olhos já estavam meios fechados, um apenas a espreitá-la. Ora virava para um lado, ora virava para outro, levantava a cabeça, olhava para a porta, pegava no livro, abria-o, chamava-me muito baixinho e eu nada, mais alto um bocadinho e eu nada, pousava-o, erguia os pés, dava-me miminhos, virava-se para outro lado, fazia cócegas à grade... e isto umas 25.367 vezes. Já era muito tarde, não dava para continuar naquilo. Dei-lhe um berro. Chorou. Adormeceu passado 10 minutos.
Era preciso isso pá?

terça-feira, julho 17, 2007

Nomes

Quando estamos nos momentos melosos gosto de lhe chamar outros nomes. Claro que ele diz sempre que é Inêêês. Assim arrastado para não haver dúvidas.
Para além de piolhinho, chamo-a de:

  • Pipoca / pipoquinha
  • Flor
  • Princesa
  • Pirolito
  • Tolita
Sempre antecedidos de um meu/minha e quase sempre terminados em inho/inha.

quinta-feira, julho 12, 2007

Saídas

Hoje o pai almoçou connosco. Isto só costuma acontecer nos dias de folga dele, em que não tem que sair e costumam ficar os dois por casa.
Mas hoje ele tinha que trabalhar da parte da tarde.
Ela saiu, depois de uma sessão gigantesca de beijos e abraços dela e nós ficamos a brincar.
A fazer de animais. Ela era o macaco e eu o leão.
De repente parou e perguntou-me onde estava o pai. Eu disse-lhe que tinha ido trabalhar.
Ela vira-se para mim e diz-me:
- É pena!

Pergunta do momento

- Qui fói?
Se me estou a rir ....
Se estou triste...
Se falo mais alto... (ok, berro)
Se digo uma asneira...
Se a chamo...
...
e por aí adiante.

Desfralde (ainda...)

Já há algum tempo atrás falei que tinha tentado tirar as fraldas à Inês. Talvez mais por insistência da minha mãe, que sabe tudo.
Tentamos fazê-lo com algum êxito com aqui comentei. Ela já pedia e acho que começava a ganhar gosto. Mas entretanto veio novamente a chuva e o frio e as saias deram lugar às calças e o pote pouco era utilizado. Estava frio para ficar com a pernoca à mostra.
Está mal, muito mal.
Agora, com a chegada do calor, tentamos novamente levá-la ao potinho. Mas agora, ela não quer. Mal falamos em pote, ela diz logo que não quer fazer chichi nem cócó. Às vezes é um cheirete, mas tem sempre a fralda limpa. Nunca a quer mudar.
Li algures que é contra producente forçar.
Mas como é que explicamos isso às avós (neste caso é apenas uma)? Porque já é tempo de ela deixar, porque ela já fala tão bem, porque, porque...
As vontades das pequenas criaturas ficam sempre para segundo plano. Deixá-la estar. Ela há-de pedir. A seu tempo ela o fará.
Mas enervo-me quando a minha mãe quer pegar nas rédeas. É a mim que cabe fazê-lo. Ainda hoje ao almoço, e perante o que aconteceu só posso deduzir que ela o faz nas minhas costas, a Inês estava a ver um DVD do Noddy. A sopa estava pronta e a minha mãe chamou-nos. E perguntou-me logo a seguir se por acaso eu não queria dar-lhe a sopa em frente à televisão. Eu disse que não mas a Inês disse que sim. Na nossa casa não há televisão na cozinha. Expliquei-lhe que a sala é para brincar e para ver os bonecos e que a cozinha é para comer. Ela aceitou bem e pediu para acabar de ver aquele episódio. Mas a minha mãe achou que ela comia melhor na sala. Mas eu achei que não!
Estes pequenos episódios deixam-me triste. Porque eu até sei que ela está muito bem, que tem toda a atenção do mundo e todo o carinho, mas as opiniões são distintas das nossas. E há choque de ideias. Porque o que nós fazemos/achamos normalmente está mal.

quarta-feira, julho 11, 2007

Soltas

O largar a chupeta está a ser um sucesso. Ontem já não a pediu e tem dormido muito bem. Até reparo que durante a noite dorme melhor. Por vezes acordava porque a perdia e não a encontrava e chamava-me, agora não tem acordado.
A minha mãe acha que ela ainda é muito pequenina e que com a pupa as crianças ficam mais calmas... a decisão foi tomada e não há volta a dar-lhe. Mania que as mães têm de se meter.
Na segunda-feira, depois do banho, o pai teve que sair. Eu tinha umas roupitas para passar e disse-lhe para ela me vir fazer companhia.
Lá andava na brincadeira mas depois ouviu uma música na televisão e foi espreitar. Como estava a demorar chamei-a. Respondeu "oi". Perguntei o que estava a fazer. Disse-me que estava a chegar creme... esqueci-me dele no sofá e ela, tumba, toca a untar-se toda.
As nossas viagens de carro têm sido alucinantes. Até agora sempre que via um carro perguntava a cor dele. Acerta nos vermelhos e nos amarelos. Os restantes são todos azuis.
A pergunta do dia é "de quem é esta casa?". Pois... as cores eu até sei, agora as casas. São de um senhor, ou de uma senhora.

terça-feira, julho 10, 2007

segunda-feira, julho 09, 2007

7-7-7

No Sábado tivemos um casamento. Foi uma festa muito bonita e os noivos estavam muito felizes. Apesar do vento que se fazia sentir, a temperatura estava amena, pedindo um casaquito ao final do dia. Gostamos muito e a Inês, juntamente com a recém casada, foi a princesa da festa.
Resolvemos ficar a dormir por lá e aproveitamos o Domingo para ir até à praia. Até porque tínhamos feito um acordo que era deitar a chupeta aos peixinhos quando lá fossemos. A ideia tinha sido nossa, mas a vontade foi dela.
Estava muito frio para ficar lá estendidos mas lá fomos. Falamos com ela e dissemos-lhe que se ela atirasse a chupeta, os peixinhos ficavam com ela e que nunca mais a via. Não faz mal e bora lá com isto que eu quero é curtir a praia. Em cueca de bikini e casaco toda contente pega na pupa e atira-a ao mar. E disse logo xau e adeus e pouco ligou ao caso.
Ainda ficamos por lá um bocadito, ela a brincar na água, perguntava se os peixes já tinham a chupeta, mudava o assunto e queria brincar.
Ao voltarmos, já no carro e com muito sono, pediu-a. Primeiro não havia suplente e segundo não era dia nem hora para retroceder. Se chorar não lhe faz mal nenhum. Chorou. Um choro de mimo, nada que não se aguentasse. Apenas exigiu a minha presença ao lado dela. Eu fui. Adormeceu quase instantaneamente.
À noite, já em casa pronta a dormir, voltou a pedi-la. Só lhe disse que ela a tinha dado aos peixinhos e que agora era um muito pequenino que a tinha e que estava muito contente. Não voltou a perguntar mas tentou atrasar o sono. Ora com perguntas sem nexo, ora a pedir o pai, ora a pedir outra história.
Adormeceu.
Dormiu toda a noite.
Hoje para dormir, chupava a língua.

quarta-feira, julho 04, 2007

Conversas com ela...

Ontem ao final do dia estava eu no sofá em relax a ver televisão.
Estava a dar uma série qualquer e eu estava atenta.
A catraia andava a asneirar mas sempre ali pertinho de mim.
Aproximou-se e perguntou-me:
- Mamã tás tiste?
Não amor. (e antes que eu pudesse falar mais, ela:)
- Então tás contente?

sexta-feira, junho 29, 2007

2-2

Hoje comemoras 2 aninhos e 2 meses.
Minha nossa como o tempo passa. A minha bébé está uma menina. Treteira... Fala pelos cotovelos na presença de conhecidos e esconde-se na presença de quem não conhece. Pede para ir embóia.
Um dia destes eu e ela no carro. Sempre que estamos as duas pergunta-me onde vamos. Era hora de irmos para casa mas eu disse-lhe que iamos passear. Disse-me que queria ir para casa. Eu disse-lhe novamente que era melhor irmos as duas dar um passeio.
- Não mãe. Vamos embóia. É milhori...

terça-feira, junho 26, 2007

Cumplicidades

Ontem ao final da tarde o pai teve que sair.
Apesar do vento, estava um dia muito agradável e não me apetecia nada ficar em casa. Perguntei-lhe se queria ia dar um passeio comigo. Ela adora passear e respondeu logo que sim, viva, que fixe... Foi apenas uma voltita por ali, a uma fonte de água a uns 15 minutos de casa. Água fresca, muito boa.
É engraçado como vemos os nossos filhos. Uma óptima companhia, bons ouvintes, grandes amigos. É assim que eu vejo a minha filha.
Gostei muito do pequeno passeio como gosto de tudo o que faço com ela. Porque ela é muito curiosa e pergunta e diz e faz. E dá opiniões. E eu gosto de lhas pedir.
Hoje eu estava a tomar o pequeno-almoço. Agora apanhou o gosto de se pendurar no banco quando eu estou sentada. Sobe, diz olá, desce, diz xau, volta a subir e repete a história.
Mas hoje foi diferente. Subiu e disse: gôto de ti, mãe.
E foi a primeira vez que eu ouvi daquela boquinha tão linda, sem lho pedir, esta declaração de amor, de amizade, do que há de melhor do mundo.
Obrigada filha. Eu também gosto muito de ti.

sexta-feira, junho 22, 2007

O sexo dos...

Deram-lhe um boneco do sexo masculino... com uma pilinha mesmo a sério.
Hoje de manhã tirei-lhe o pijama e ficou com as maminhas à mostra. Começou-lhes a mexer e disse-me para olhar. Eu perguntei-lhe o que era.
- São as maminhas mãe.
Depois desta resposta pôs a mão em cima da "paqueca" e disse:
- E aqui é a pila...
(eu sei que escrito não tem o mesmo impacto, mas a piada é vê-la dizer é a pila, como se estivesse a dizer a coisa mais verdadeira do mundo, que só ela sabe, e a juntar a tanta sabedoria uma ligeira inclinação de cabeça, do tipo, tás a ver?)

Conversas com ela...

De manhã, depois de me vestir, perguntei-lhe se a roupa ficava bem (acho-lhe piada fazer estas perguntas porque ela responde sempre e repara mesmo na roupa...)
- Fica mãe. Tá gira!
Passado uns segunditos:
- Ó mãe as cauças não. Fica mal. Vais tirar não vais?
Ontem à noite tirei-lhe a fralda antes de a deitar e, por preguiça, pois está claro, deixei-a na cestinha da bicicleta. Era só de xixi...
Hoje mal viu a teteta correu para ela mas quando viu a fralda:
- Ui, que nojo! Blhec! Cheira mal...
E pega na fralda com muito jeitinho para não se sujar e espeta com ela no chão da cozinha. Eu pergunto-lhe se o lixo é ali.
- Ó mãe cheira mal. Deita tu. Na teteta não.

quinta-feira, junho 21, 2007

Sopas

Já o disse aqui algumas vezes que a minha menina lindona adora comer. Especialmente a sopita, que me orgulho de dizer, ainda sem sal. Na minha mãe sei que caem umas pedritas mas que mal tem isso? Afinal ela já come de tudo.
Comia??
Agora quando se aproxima a hora e a chamo para a mesa ela diz logo "Sopa não. Só quero papa".
E nem vos consigo descrever o tormento que passo para lhe conseguir meter umas colheres de sopa.
É que ela abre aquela goela, começa a tossir, a puxar o vómito (ai c'a nervos), a chorar, a dizer que não quer, a abanar-se toda, a afastar a minha mão (ai c'a nervos), e eu a perder a paciência e a contar-lhe histórias, que o Ruca e o Noddy também comem a sopa, que é para ela ficar grande e forte e para ir para a escola com os meninos. Qual quê? Continua com aquelas goelas abertas...
Hoje enervei-me tanto que lhe dei um abanão. Caraças... se não fosse porquê levava uma palmada naquela.... na boca, eu sei lá, mas que me passei, passei.

Das nossas manhãs

As nossas manhãs não chegam para nada. É sempre uma correria e as coisas ainda correm pior quando nos levantamos os dois ao mesmo tempo.

Enquanto que eu tomo banho, ele ainda fica na cama, acabo, chamo-o, vou aquecer o leite da catraia, chamo-o, vou acordá-la, trago-a para a nossa cama e voilá, ele acorda para lhe dar beijinhos. A partir daqui é sempre a correr, mudar a fralda, vesti-la, vestir-me, preparar o pequeno-almoço. Nesta altura o meu queridinho já está pronto e vamos todos para a cozinha.

Hoje já estávamos os dois sentados e ela andava por ali.

De repente olha para o cantinho dela e exclama como se fosse a primeira vez que os visse: os legos... Posso bincai mãe?

Brincar com os legos? A esta hora. Brincas logo Inês. Vão ficar aí todos espalhados...

Ó mãe, deixa... posso mãe? Posso? Deixas bincai, deixas?

Pois claro, dizer o quê? Podes brincar mas depois tens que deixar tudo arrumadinho.
Entretanto acabei o meu pequeno-almoço e fui acabar de me preparar. Quando cheguei à cozinha, já pronta para pegar nela e arrancar, estavam os leguinhos todos na caixa.
É que depois fico numa situação difícil... ela porta-se tão bem. Até custa dar-lhe ralhetes ou não a deixar fazer o que me pede.



quarta-feira, junho 20, 2007

Fases

Anda muito autoritária e muito senhora de si. Acho-lhe piada. Tem uma personalidade muito forte. É muito dona do seu nariz.
Não vai em cantigas. Quando diz não é mesmo não. Quando quer uma bolacha daquelas não pode ser das outras. Quando quer a mãe não quer o pai...
Torna-se complicado gerir as coisas assim, porque nem sempre temos exactamente aquilo / aquele que ela quer.
Começou a fase das birras. Ai meu Deus, ontem até lha dava uma palmada mas abracei-a e ela acalmou. Num supermercado embirrou que queria uma banana. Mas eu tinha que ir pesar a dita, pagar, voltar a entrar, dar-lha e retomar as minhas comprinhas. Ainda não perdi de vez a minha cabecinha e ofereci-lhe uma bolacha, um bolo, um chocolate. Não, uma banana! Amuou, chorou, lágrimas grossas de quem está mesmo sentido. Peguei nela e abracei-a. Falei com ela e pedi-lhe para não chorar mais. Acalmou.
Coisa rápida porque começou a pedir uma batata-frita. Não pode ser. Mas afinal o que é isto? Uma criatura deste tamanhinho a levar-nos ao limite, o Jo já a passar-se a dizer que ia para o carro com ela, calma aí, como é? Ela não pode fazer ou ter o que quer.
Passou-lhe. Como veio, foi. Pancadas? Todos temos.
Hoje ao almoço pediu água. No copito dela, sim porque ela já é uma menina grande e não quer água no biberon, e bebeu-o todo de rajada. Engasgou-se e pediu mais. O pai disse-lhe para ter cuidado para beber devagar e ela virou-se para ele, com cara de poucos amigos e com o dedo apontado e disse calou...
Não sei se ria não sei se chore...
Mas comigo é igual. Inês apanha isso que deitaste ao chão. Ó mãe, apanha tu! Mas não pensem que é dito de forma brusca. Nada disso.`É dito de uma forma tão meiguinha, com um inclinar de cabeça e por vezes até um biquinho lindo que até é difícil não fazer o que ela diz.

terça-feira, junho 19, 2007

Teste dos gelados

Não costumo achar muita piada a estes testes, mas acho que este resultado tem muito a ver comigo.

quinta-feira, junho 14, 2007

Sustos

Esta noite choveu muito. Com muito vento e frio à mistura. Uma noite de Inverno.
Gosto de estar na cama e ouvir a chuva a cair lá fora. Gosto de me cobrir e imaginar o frio que estará.
A meio da noite ela chorou. Acho que chorou porque estava presa no lençol. Não conseguia libertar um pé. Eu soltei-a, deitei-a e cobri-a. Não resisti e deitei-me uns minutos com ela.
Voltei para a minha cama e adormeci.
O dia já estava a nascer, a chuva continuava a cair e ouvimos um estrondo, seguido de um choro. O choro dela. Tinha caído da cama. A imagem que ainda tenho é ela no chão, a chorar, a tremer. Peguei nela, não tinha nada. Foi um susto grande. Mas ela tremia tanto... tadinha.
Deitei-me com ela. Ainda demorou a voltar a adormecer.

terça-feira, junho 12, 2007

Hoje

vou escrever sobre a minha mãe. Já pensei e repensei a forma como o vou fazer de modo a que nem seja mal intrepertada e de modo a que, quando reler este texto ou quando o mostrar à minha filha, se consiga entender o que está aqui.
Tenho uma mãe fantástica e sei que lhe estou eternamente grata por tudo que ela fez e continua a fazer por mim. A minha filha fica lá durante quase todos os dias da semana, das 08h30 às 19h00, e eu apareço para almoçar, das 12h30 às 14h00. Analisando isto, posso ver que a minha filha passa muito mais tempo com a minha mãe (com a avó) do que comigo (a mãe). Sei que a vida é mesmo assim, apesar de me entristecer bastante quando ela fica a chorar. Mas c'est la vie.
A minha filha adora-a, é louca por ela e o inverso é igualmente gigante.
Mas há um pequenino ponto que eu considero defeito e que não gosto: (chegou a parte complicada...) ela mete-se bastante, ela quer mandar, ela quer fazer o papel de mãe. E como é que isso acontece?
A minha filha é muito pegada a mim. Talvez um pouco demais... ou não. Hoje eu cheguei e ela estava a preparar-se para comer. Quando me viu não me largou mais. Dei-lhe a sopa, ela sentada no meu colo, depois sentei-a na cadeira e ela comeu sozinha. Quando acabou pediu colo, mas eu ia começar a comer. Sentei-a nas minhas pernas. Afinal tinha outra mãozinha para ir comendo. Eu estava a comer e a minha mãe ao lado sempre a dizer: anda cá à bó, não queres ir ver os bonecos, não queres ir nanar, deixa a mãe comer, anda cá, não queres fazer chichi, anda ao colo da avó, anda nanar comigo... assim, tipo ladainha, de rajada. Ó pá, passei-me e disse-lhe para a deixar estar. Afinal eu já passo tão pouco tempo com ela. Amuou. Azarito.
A catraia começou a pedir caminha. Eu fui deitá-la. A minha mãe pergunta sempre com quem ela quer ir e ela responde SEMPRE, com a mamã. OK! Chegamos à cama e ela queria pagode. Brincamos um bocadinho mas sempre que a minha mãe ou pai entravam no quarto ela dizia para sair, que não queria, só quero a mamã. Não adormeceu. Voltamos a sair e ela rejeitava a minha mãe. Só me queria a mim.
Ela, chateada (pergunto, será que ela não entende que é apenas uma criança, que é normal este miminho?), vira-se para mim e diz que não entende o que eu lhe faço, que só me quer, que fica chata quando eu estou, vai-te embora feia, não gosto de ti...
Mas sabes avó, nós gostamos muito de ti. Só não gostamos deste feitiozinho teu.

segunda-feira, junho 11, 2007

Cantorias

Ontem à noite estávamos os dois um bocado amuados. Por coisas de nada, porque sim ou porque não, porque faz parte.
Deitei-me sozinha. Ele veio mais tarde que o senti. Senti-lhe a pele e o calor. Embrulhei-me nele como gosto de o fazer. A dormir não há amuos. Fazemos parte um do outro e também o mostramos assim.
A meio da noite senti (mos) a catraia acordar. Não chamou. Ele levantou-se e foi vê-la. Ela pediu a mãe sem chorar. Ele voltou para o nosso ninho de amor e disse-me que ela estava meia a dormir, que pediu a mãe e ele disse-lhe que me ia chamar.
Mas reinava o silêncio e eu não me levantei. Deixei-me estar. Passaram uns minutos apenas e ouço-a cantar. A música do menino.
óó óó
ólhai, ólhai
No escuro, sem nos vermos, sorrimos um para o outro.

Carinhos

Ontem num episódio de uma série conhecida, um médico louco operou uma mulher grávida. A operação destinava-se ao bébé. É apenas uma série, claro.
Mas quando vimos aquele dedo minúsculo a acariciar uma mão grande, tocou-nos. Um sentimento estranho, uma vontade louca, uma saudade. Não falamos no assunto mas penso que aquilo tocou a ambos.
Deitámo-nos os dois com ela. Abraçados. Um abraço grande, eterno.

E depois

de um fim de semana prolongado, que passou a correr mas que foi muito muito bom, só me ocorre dizer que não há mais feriados até às férias... ai, ai que isto vai custar.

quarta-feira, junho 06, 2007

Canções

Gostas de me ouvir cantar para te adormecer. E já conheces a maior parte das músicas e inclusive és tu que as pedes.
A música do momento é uma que penso que é de "Igreja", daquelas que se cantam nas Missas. Não sei porquê nem como me lembrei dela, cantei-a e tu gostaste. Agora pedes a música do menino. Reza assim:
Maria embala o menino, óó óó
Que ele é muito pequenino, óó, óó
Tão pequenino e tão só.
Ó pastores acordai, olhai, olhai
Uma estrelinha no céu
Diz-nos que Jesus nasceu.
Ontem ao final da tarde estávamos os três na cozinha. Eu estava a preparar o jantar eles estavam a fazer-me companhia (por pouco tempo...). O pai começou a cantarolar a música do menino, ela estava entretida com os brinquedos dela, alheia ao resto (pensávamos nós), mas cantou: (...) que ela é muito pequenina (...). Agora imaginem um pirralho de apenas (apenas?? já.) dois anos a levantar-se, a ir ao pai e dizer-lhe:
- Pai, não é meninA. É meninO. É a música do meninO.
Assim, tal e qual. Se não sabes pai, eu ensino-te.

O meu bichinho-de-mato

Escrevo ainda sem saber muito bem se deva ou não. Por um lado, porque muita coisa se vai passar, mas por outro é o que estou a viver neste momento. E um blogue (este por vezes não é assim), é para isso mesmo: descrever o dia-a-dia.
Não quero esquecer o que sinto nem o que vamos vivendo neste momento. Calma, não é nada de grave. Apenas quero que fique registado.
Tenho uma filha. Com genes de vários lados, mas este com certeza não é meu. Ou será que é? (lembro-me da minha avó me contar que quando eu era pequenina também era assim...) Tenho uma filha bicho-de-mato.
A bem dizer ela é de extremos. Tanto recua assim que uma criança se aproxima como é ela que dá o primeiro passo; vira a cara a desconhecidos; chora desalmada se lhe levantam a voz; não quer sair do meu colo (ou do pai) se está num espaço novo...
Ainda um destes dias, foi comigo às compras. Estava a comer pão enquanto aguardávamos a nossa vez para pagar. Ao nosso lado estava uma menina, talvez um pouco mais velha que ela. Foi-se aproximando devagar, quis dar-lhe o pão dela, fez-lhe miminhos, deu-lhe um beijinho. A outra pequena quase não se mexia. Ia-se rindo. Esta é a parte que eu gosto, quando ela vai e tenta arranjar uma "colega".
Mas em contrapartida, a parte bicho-do-mato. Tem um priminho uns meses mais novo que ela. É certo que é rapaz e um pouco destrambelhado mas ela diz e afirma que não gosta dele. Quando tentamos uma aproximação entre os dois, ela dá o primeiro passo. Tenta dar-lhe um beijo mas ele, sem querer ou com aquela loucura, aperta-a ou empurra-a, e ela desata logo numa choradeira e a pedir para ir embora e a dizer que não gosta dele.
Uma amiga minha ficou admiradíssima com uma situação passada em casa dela. Ela tem um miúdo com 4 anos que é o piorio. Ele desfaz tudo, está sempre a asneirar. O pai deu-lhe um berro, nós estávamos a lambusar-nos com um pudim, as três à mesa, e não é que a minha linda filhinha, começa a fazer biquinho e a pedir para ir embora... Eu perguntei-lhe porquê, não estava a entender. E ela disse que o papá tinha dado um berro ao Diogo... e que queria ir embora.
Não fomos mas tivemos que sair dali para ela não o ver. No final deu-lhe um beijinho mas não se esquece.

sexta-feira, junho 01, 2007

(ainda) O desfralde

As tentativas de desfralde estão a ser um sucesso. Ainda não me aventuro a sair com ela sem fralda, mas quando estamos em casa, ou na da minha mãe, já anda sem e já pede para fazer.
Giro, giro é ver a cara dela quando está a sair algo. Assim, com os olhos bastante abertos e com um pequeno sorriso, seguindo-se um:
- Já fazeu! ou Já está! (gosto tanto destes pequenos erros... e sou uma tola não os registar).
E depois, toda arteira, sai do pote ou do redutor, pega em papel e tenta limpar os dito ou dita. É gira esta catraia e tem jeito para a coisa. Lá se limpa ou tenta limpar-se. No fim sabe que a mãe tem que lavar o rabinho para ficar a cheirar bem.
E ela gosta.
Eu já disse que a catraia é mesmo gira, não já?

segunda-feira, maio 28, 2007

...

Não sou nem nunca fui uma pessoa muito lamechas. Sempre encarei a vida com positivismo e com aquela ideia de que tudo se resolve. Basta querer.
Mas quando saio da casa da minha mãe, onde só fui dar um beijo de fugida à minha menina, e ela fica a chorar desconsoladamente, desalmadamente, tudo o que eu sinto e penso e quero se desvanece e só me consigo lembrar dela.

quinta-feira, maio 24, 2007

Conversa de...

Começaram os treinos para deixar as fraldas. Sem stresses, que a catraia não é muito dada a coisas forçadas. Há que dar tempo.
Como tivemos uns dias assim p'ró quente e as saias passaram a ser vestidas sem collants, resolvemos que seria nessa altura. O pote já lá estava. Faltava apenas o cú para o usar...
Quer dizer esse também está lá, mas pelos vistos gosta de estar sempre aconchegadinho. Com fralda. E com cocó e chichi. Pelos vistos...
Mas também que porcaria de tempo que nos troca as voltas. Os collants não voltaram mas as saias também não, que as pernas têm frio. Calças são bem mais quentinhas. Lá por casa vamos tentando umas investidas ao respectivo mas nunca há vontade.
Queres fazer chichi, Inês?
Não, mãe...
É sempre não. Nunca a ouvi dizer que quer, mas aparece sempre com a fralda suja. São coisas. Não se sente, não se prevê. Faz-se e já está.
Ó mãe, cócó. Já está.
Na fralda, pois claro.
Hoje ao almoço, porque há excepções e hoje até está frio que ela foi de calças e de botas (??), eu tinha, eu não tinha mas foi deixado para eu ver, dois lindos chichis.
Coisa mai linda. Admirar chichis e cócós. Admirar porcarias, pois então.
Será que a partir de agora vou ter aquela conversa de merda: ó mãe, ela fez? E como era? Mole, duro...
Ok, acho que é melhor não continuar.

terça-feira, maio 22, 2007

Post de Amor

É costume dizer-se: "Todas as cartas de amor são ridículas". Será que os posts também o são? Quero então ser ridícula. Não me importa.
Porque os dias são passados a correr, quase sem tempo para nós, porque hoje ainda não te disse, porque o podia fazer mais logo, em casa, apenas os dois.
Não.
Hoje falo ao mundo. Quero dar a notícia do meu amor. É complicado falar amor, do amor que é o nosso, mas vou ser capaz.
Hoje amo-o ainda mais que ontem.
Com todas as suas fraquezas e defeitos, amo-o.
Amo-o assiiiiim... muuuuito (imaginando que estou de braços abertos, dedos esticados, como se conseguisse chegar daqui até ao céu.
Agora para ti: AMO-TE. SAUDADES. BEIJO.

quinta-feira, maio 17, 2007

Adora

andar de bicicleta.
Foi-lhe oferecida no Natal mas nunca lhe ligou muito. Talvez porque não chegava aos pedais e era complicado conduzir e empurrar ao mesmo tempo. Ia pegando nela quando se lembrava.

Agora é quase paixão. Já consegue pedalar e domina o guiador.
Mas tem calma miúda porque o domínio não se alcança assim com duas tretas.

Ontem lá andava toda contente. Vai para todo o lado em cima da "titeta" e na cestinha vai sempre algo: ou um boneco, ou um livro, ou um resto de fruta, qualquer coisa. Não sei como porque não vi, o conteúdo da cesta caiu ao chão. Ela achou que, mesmo estando sentada, conseguia apanhar. E até conseguiu. Mas caiu ela, caiu a bicicleta e deu com a cara numa cadeira.
Só à noite é que reparei que tinha a barbela um cadinho negra e que ainda se notava na bochecha um risco da pancada.
Agora anda a queixar-se a meio mundo que tem um dói-dói e se alguém o tenta ver alerta logo: não mexas!.

Eu...

Vi e achei engraçado.
É uma forma de me ficarem a conhecer um pouquito melhor.


segunda-feira, maio 14, 2007

Expressões

Fala imenso, como um papagaio (quando està virada para isso), mas o que lhe acho mais piada é aquelas expressões nitidamente "copiadas":
Quando alguém chama por ela, responde:
- OI!
Quando prova algo novo, proibido:
- UAU MÃE, É BOM!
Quando vê alguma coisa nova:
- UAU MÃE, É XIRO!
Quando anda de bicicleta, ou no escorrega:
- UAU MÃE, É FIXE!

sexta-feira, maio 11, 2007

Porque

nós também temos noites menos boas.
Não foi uma noite má. Apenas um bocadinho mexida.
Talvez efeitos da vacina? Ou da animação da tarde? Ou do passeio que já foi dado tardio? Perguntas sem resposta...
Já adormeceu tarde. Passava das 22h. Culpa minha. Mas adormeceu bem, calma, o leite todo bebido, com meli como ela gosta (o mel que lhe deitamos não passa de uma colher de papa. Gosta de ver aqueles bocadinhos a boiar...).
Acordou umas 2 horas depois. Chamou-me. Eu fui. Com uma moca daquelas deitei-me ao lado dela. Voltou adormecer e eu também.
Vira para um lado, vira para outro, levanta um pé, abre um olho, faz-me miminhos, vira-se para o outro lado, deita a cabeça no meu peito, levanta-se e deita-se novamente, vira para um lado, vira para outro e assim sucessivamente. E eu sem pregar olho. Devia faltar pouco para o despertador tocar quando ela caiu num sono profundo. E eu também. Por pouco tempo.
O despertador toca, eu levanto-me e vou para a minha cama. Deito-me uns minutos e abraço o Jo. São horas de levantar.

quinta-feira, maio 10, 2007

O meu pai

O meu pai é um homem relativamente novo, bonito, charmoso. Foi e ainda é um óptimo pai, sempre atencioso, preocupado mas autoritário quando era preciso. Lembro-me de gostar de levar as minhas colegas lá a casa para almoçar porque ele recebia-as tão bem e era sempre muito elogiado. Quando via que eu chegava acompanhada tentava logo fazer algo para nos agradar. Elas gostavam imenso dele e ele delas. Mesmo passado anos ele lembra-se de algumas e por vezes pergunta-me como estão. Elas igual.
E eu gostava e gosto muito disso. Gostava que gostassem do meu pai.
Mas agora o meu pai é avô e nós, as filhas, passamos para segundo plano. Não que isso importe realmente, não, mas a idade também não é a mesma e a paciência vai-se esgotando. Principalmente para quem vive com ele. Claro que eu não estando lá a minha irmã acaba por ser a vítima da falta de paciência e calma que sempre o caracterizaram.
Mas não há nenhum mal nisso. Eu acho. Faz parte.
O mal, a meu ver, é ele andar muito chato. Mesmo! Eu sei que é amor, que é paixão, que é loucura o sentimento que ele nutre pela minha filha, mas por vezes é massacre.
Ele pede-lhe um beijo e ela dá. Ele pede outro e ela diz-lhe que já deu (!!). Ele insiste e ela resmunga. Ele volta a insistir e desta vez agarra-lhe a cara. Ela resmunga ainda mais. Ele ri-se mas tenta novamente agarrando-a, encostando a cara dele para ela lhe dar um beijo. Ela prega-lhe uma lambada... assim. Eu não gosto que ela faça isso, mas neste caso, e em muitos outros idênticos, ela tem razão. Porque ele não consegue parar. E não mede as consequências de determinados gestos. Como quando vamos para o carro ele vem sempre, sempre comigo. Geralmente ela vai a pé, de mão dada ou não. Nunca com ele. Ele vai atrás dela e dá-lhe pontapés. Mas os pontapés por vezes saem com força, por vezes até magoam. E ela tem que lhe dar um berro ou mesmo eu.
Como da outra vez que ela queria ligar o DVD (que já o sabe fazer) e ele deu-lhe um berro, alto e um pouco brusco para não mexer. Mas dessa vez ela chorou e ele ficou triste.
Mas eu até o entendo. Agora faz-lhe falta alguém que o elogie, uma pessoa nova que goste dele. Porque ele precisa disso. É um homem carente e as mulheres dele (eu, a minha irmã e a minha mãe) agora não têm tempo para lhe dar mimo. E então ele "vinga-se" na pequena.
Ainda hoje, até me ri da cara que ele fez, ele tinha falado em ir dar uma volta com a Inês e com a minha mãe. Não estava nada combinado até porque é muito incerto o tempo que ela vai dormir. Apareceu lá a casa uma amiguinha dela e ele ficou logo fulo, a falar entre dentes, eu já sabia, é sempre a mesma coisa, já não vai dar para ir a lado nenhum... Eu vim-me embora mas ele continuou com esta ladainha.
Coitado. Precisa de ser amado e isso está-nos a passar ao lado. Entretanto vai amando da forma que ele sabe fazer.

quarta-feira, maio 09, 2007

Folga

Hoje fiquei por casa.
Foi dia de vacinas: minha e dela. Minha, já bastante atrasada, do tétano, dela da varicela. Porque a pediatra nos aconselhou. Porque, devido às crises que ela costuma ter durante o Inverno, a varicela podia agravar ainda mais a situação. Depois deste esclarecimento não pensamos duas vezes e decidimos dar-lhe.

Eu fui a primeira. Ela estava ali a olhar para mim, a falar com as enfermeiras, toda bem disposta. Já tinha dito que não ia chorar mas que no fim queria ir para o escorrega. Claro que vamos... Chegou a vez dela. Peguei nela ao colo e ela continuava a falar e a brincar. A enfermeira ia-se aproximando e não se passava nada. Não era nada com ela, até... mal lhe espetou a agulha chorou. Um choro também de dor mas com muito mimo à mistura.

Pronto já passou. Vamos ao escorrega?
Assim de repente parou de chorar. Lá fomos.

Agora estamos em casa, ela a dormir e eu por aqui. Tenho uma deliciosa tarte de maçã no forno que, caso esteja boa, deixarei a receita. Foi "roubada" daqui.

terça-feira, maio 08, 2007

Frases...

A frase do momento, dita de uma forma demasiado convincente e seguida de um suspiro de cansaço, é:
Ai a bida...

sexta-feira, maio 04, 2007

Dedicatória antecipada

À minha mãe, tão diferente e tão igual a mim, um beijo especial neste 6 de Maio.
À minha mãe, que apesar dos defeitos, nos criou, a mim e à minha irmã, e nos ajudou a sermos alguém na vida, o meu sincero obrigada.
Sei que, nas horas difíceis, é por ti que chamarei.
Sei que, quando estou doente não posso ir à cama porque a mãe da minha casa sou eu, e lembro-me de quando estava doente e "era a filha" tu me levavas o almoço à cama e me fazias companhia.
Sei que, mesmo chocando entre nós, tens orgulho em mim.
Digo-te que fizeste um óptimo trabalho. Ensinaste-me a ser bem educada, honesta, simpática, amiga. Talvez não o consiga sempre, mas esforço-me. E tento ser uma boa mãe tal como tu foste e ainda és.
Não és perfeita mas tu por vezes tentas exigir isso de mim. Penso que o fazes sem pensar, na tua atitude de mãe super protectora.
Apesar das zangas, apesar das palavras um pouco ásperas e ditas sem pensar, também há abraços, há apoio, há carinho. Há o contar sempre uma com a outra, há o saber que estás sempre lá.
E lembra-te que seremos sempre mãe e filha.