terça-feira, junho 12, 2007

Hoje

vou escrever sobre a minha mãe. Já pensei e repensei a forma como o vou fazer de modo a que nem seja mal intrepertada e de modo a que, quando reler este texto ou quando o mostrar à minha filha, se consiga entender o que está aqui.
Tenho uma mãe fantástica e sei que lhe estou eternamente grata por tudo que ela fez e continua a fazer por mim. A minha filha fica lá durante quase todos os dias da semana, das 08h30 às 19h00, e eu apareço para almoçar, das 12h30 às 14h00. Analisando isto, posso ver que a minha filha passa muito mais tempo com a minha mãe (com a avó) do que comigo (a mãe). Sei que a vida é mesmo assim, apesar de me entristecer bastante quando ela fica a chorar. Mas c'est la vie.
A minha filha adora-a, é louca por ela e o inverso é igualmente gigante.
Mas há um pequenino ponto que eu considero defeito e que não gosto: (chegou a parte complicada...) ela mete-se bastante, ela quer mandar, ela quer fazer o papel de mãe. E como é que isso acontece?
A minha filha é muito pegada a mim. Talvez um pouco demais... ou não. Hoje eu cheguei e ela estava a preparar-se para comer. Quando me viu não me largou mais. Dei-lhe a sopa, ela sentada no meu colo, depois sentei-a na cadeira e ela comeu sozinha. Quando acabou pediu colo, mas eu ia começar a comer. Sentei-a nas minhas pernas. Afinal tinha outra mãozinha para ir comendo. Eu estava a comer e a minha mãe ao lado sempre a dizer: anda cá à bó, não queres ir ver os bonecos, não queres ir nanar, deixa a mãe comer, anda cá, não queres fazer chichi, anda ao colo da avó, anda nanar comigo... assim, tipo ladainha, de rajada. Ó pá, passei-me e disse-lhe para a deixar estar. Afinal eu já passo tão pouco tempo com ela. Amuou. Azarito.
A catraia começou a pedir caminha. Eu fui deitá-la. A minha mãe pergunta sempre com quem ela quer ir e ela responde SEMPRE, com a mamã. OK! Chegamos à cama e ela queria pagode. Brincamos um bocadinho mas sempre que a minha mãe ou pai entravam no quarto ela dizia para sair, que não queria, só quero a mamã. Não adormeceu. Voltamos a sair e ela rejeitava a minha mãe. Só me queria a mim.
Ela, chateada (pergunto, será que ela não entende que é apenas uma criança, que é normal este miminho?), vira-se para mim e diz que não entende o que eu lhe faço, que só me quer, que fica chata quando eu estou, vai-te embora feia, não gosto de ti...
Mas sabes avó, nós gostamos muito de ti. Só não gostamos deste feitiozinho teu.

2 comentários:

Costinhas disse...

conheço bem o que falas

beijinho

Mamã P. disse...

Não acho que haja aqui lugar a má imterpretações. Percebo-te perfeitamente mas são coisas de crianças que os adultos têm que saber compreender, porque são eles os adultos.
A minha filha é igual à tua, este post poderia ter sido escrito por mim. A familia já se habituou mas à ama ainda lhe faz confusão... paciência!!