quinta-feira, abril 12, 2007

Por vezes queixo-me...

e quando vejo outras vidas, outros seres que realmente sofrem e que me dão vontade de chorar, penso que afinal a minha vida não é assim tão má, mesmo que o dinheiro seja pouco, que me chateie com o marido e que dê um grito à minha filha, eles fazem-me feliz.
Perto da minha mãe vive um miúdo. Ele tem 8 anos e durante as férias da Páscoa "descobriu" a Inês ali ao lado e, como não tem mais ninguém para brincar, ela tornou-se companheira dele. Claro que as brincadeiras não são as mesmas e nem ela o consegue acompanhar, mas ele adapta-se bem. Eu não o conheço mas os meus pais dizem que ele é um miúdo giro, inteligente, meiguinho. Eu sei que a minha filha gosta muito dele, que lhe dá beijinhos e miminhos e que fala muitas vezes no novo amiguinho dela.
Estão a viver ali há pouco tempo. Viviam numa aldeia perto. Em conversa, soubemos que o pai dele lhe bate. Que bebe e chega a casa e bate no filho. Ele tem apenas 8 anos. O miúdo é giro, inteligente e meiguinho. E o pai dele bate-lhe.
Vieram viver para aquela casa para estarem perto da família, para que esta pudesse controlar os ataques de fúria do homem.
Eu não conheço o pequeno mas quando soube disto deu-me uma vontade de chorar. Porque ele não merece isto.
Alertei os meus pais. Qualquer sinal de violência alertar de imediato as autoridades.
Mas enquanto isso não acontece, o que passará na cabeça daquele menino? Tão giro, tão inteligente, tão meiguinho. E o pai dele bate-lhe...

3 comentários:

Costinhas disse...

às vezes queixamo-nos sem razão... e sim, assim que tiverem alguma evidência desse facto devem mesmo reportar às autoridades.

Porque ele até podia nem ser giro, inteligente e meiguinho, mas o pai é que não tem o direite de lhe bater.

beijinhos

Mamã P. disse...

Até estou arrepiada. Detesto estas coisas, como é que ainda há tantos pais que batem nos filhos. E o que mais me choca é a mãe não fazer nada... Ou faz??

Grilinha disse...

Ana, sabes que hoje em dia até os pais que andam sempre a criticar os filhos na presença deles, (e olha que até na familia tenho gente assim), me custa ver, quanto mais agressões físicas...tenho pena das injustiças deste mundo...nós podemos sempre tentar ajudar. Um beijo