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sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Palavras dela

Ontem, acabadinha de chegar a casa, sou presenteada com os meus 3 amores sentados nas escadas.
Muitos beijinhos, como correu o dia e tal e coisa.
Ela que pouco diz do que se passa na escolinha, sai-se com um:
- Sabes mãe eu não sou filanista...
Nesta altura o pai já se tinha desmanchado a rir e eu, que não tinha entendido muito bem peço-lhe para repetir.
- Há meninos na minha sala que são filanistas, mas eu não sou filanista.
Ora repete lá o que são esses meninos.
- FILANISTAS.
Ok, pronto.
Depois disto ainda lhe pedimos para repetir umas 10 vezitas...

terça-feira, março 06, 2007

Soltas

Agora as frases dela são:
- Péia MÃE!
- Olha MÃE!
- Vês MÃE!
- Já tá MÃE!
- Anda MÃE!
Eu acho fantástico esta terminação. Em qualquer frase, em qualquer assunto termina SEMPRE com mãe!

Comecei a não a deixar adormecer com a mão na minha boca. Vamos para a cama e ela tenta quase que imediatamente metê-la na minha boca. Eu digo-lhe que não. Que não pode porque a boca tem porcaria e cheira mal. Ela não volta a tentar mas vai mexendo na minha cara, rondando muito levemente a minha boca. (gosto quando ela passa com as costas das mãos muito devagar...).
É raro ela adormecer com o J. mas quando acontece ele deixa-a meter as mãozinhas. São poucas vezes e ele faz-lhe o gostinho.
Esta noite ela acordou. A chupeta tinha caído e ela gosta de adormecer acompanhada. E chamou pelo PAI. Ele foi ao quarto dela e ela voltou a adormecer.
De manhã ele pergunta-me se ela já não mete as mãos na minha boca. Eu digo-lhe que não. A constatação do dia: então ela chamou o PAI porque ele deixa...

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Ainda

no seguimento do post anterior, hoje ao almoço, depois de almoçar e bem, estava na cama comigo na brincadeira. A minha mãe levou-me meia maçã que era a minha sobremesa. Ela mal viu a fruta pediu "há-me". Eu dei-lhe. O meu pai para pegar com ela pediu-lhe um bocadinho ao qual ela respondeu prontamente: Não! è minha!

Vontades

Há duas semanas atrás a piolha esteve doente. Nada de grave, mas que lhe tirou o apetite. Completamente. A ela, que adora comer.
Claro que nós andamos preocupados porque ela não aceitava nada. Nem o leitinho da manhã / noite ela bebia. E chorava mal nos via com qualquer coisa para comer. Cheguei ao ponto de lhe oferecer chocolate e ela recusou.(!!)
Porra mas que porcaria é esta? Ela doente a tomar antibiótico e a não comer nada...
A doença passou e a vontade de comer voltou. Mas voltou como nunca antes eu tinha visto. Ela quer comer tudo o que vê.
De manhã bebe o leite. Acaba de o beber.
Assalta o armário das bolachas. Pede pão, maçã, queijo.
Ao almoço come a sopa "tôda" e o prato que nós também comemos. Come fruta.
Assalta o armário das bolachas, pede pão, maçã, queijo.
Ao lanche um prato de papa. Um dos grandes.
No fim assalta o armário das bolachas, pede pão, maçã, queijo.
Ao jantar come a sopa, o prato e já não assalta o armário porque eu não deixo. Não pode, não deve.
Mas fico feliz por vê-la a comer tão bem.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Do adormecer

Sou sempre eu que a adormeço. O ritual é quase sempre o mesmo: estamos os 3 na sala a ver televisão. Ela pede o eitinho. O pai (é sempre, sempre o pai) vai buscá-lo à cozinha e ela vai sempre atrás dele. Brincam um bocado enquanto o leite aquece e voltam ainda a brincar. Chega à sala senta-se no meu colo e eu dou-lhe o biberão. Bebe-o todo e brinca mais um bocadinho, agora com os 2. Quando ela acha que está na hora (esta parte é gira porque normalmente é ela que pede para ir para a cama) pede nana. Vamos os 3 até ao quartinho dela, ela tira o roupão e as pantufas e deita-se. Eu deito-me ao lado dela, o pai cobre-nos, dá o beijinho de boa noite e sai. Eu fico. Até ela adormecer ou até acordar...
- Mãe, o pai? O pai está no outro quarto a dormir. Dorme vá.
- A vó? A vó está na casa dela a dormir.
- O bu? Está na casa dele a dormir. Dorme também, anda lá.
- A mainha? O painho? Estão todos a dormir. A mamã também vai dormir. Dá beijinho. Até amanhã.
Fecho os olhos. Passados uns breves minutos: Mãe. Abro-os. Oiá. Á boa? Estou boa, sim. Dorme.
Volto a fechar. Ela lá fica sossegada. De um momento para o outro, sem mais nem menos, levanta-se, deita a cabeça no meu peito (gosto tanto) com a cara muito perto da minha boca, e fica ali, quieta mas sem dormir. Eu acho que essa acção é apenas para ganhar sono porque fica ali uns minutos e quando se deita novamente no sítio dela adormece num ápice.